terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

NÃO É BRINCADEIRA DE MENINO

Voce ja ouviu essa frase?
Isso não é brincadeira de menino...
Afãooooooooooooo viu....

Meninas devem gostar mais de bonecas e meninos, de carrinhos. Embora seja mais comum que isso aconteça, não existe uma regra. Mas por que ainda incomoda, para muitos pais, ver seu menino brincando de boneca?


De acordo com Teresa Helena Schoen-Ferreira, psicopedagoga responsável pelo setor de Psicopedagogia do Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente (CAAA) da Unifesp, a partir dos dois anos de idade da criança a sociedade já começa a dizer do que ou com o que o menino e a menina devem brincar. “Até esta faixa etária os brinquedos estão ligados ao desenvolvimento da criança. O que muda é a cor deles, como um chocalho rosa para menina e um azul para menino. Depois disso, você não costuma ver pai dando panelinha para o filho ou carrinho para a filha”, diz a especialista. E os meninos que por acaso gostam de bonecas ou de brincar de cozinhar com panelinhas? Eles acabam sendo os mais prejudicados.

“Nós estamos numa sociedade que sempre enfatiza o heterossexual, mas a mulher tem muito mais liberdade neste quesito do que o homem. Não tem problema se ela trabalha e é dona de casa, se ela usa ou não maquiagem, se ela escolhe estudar Engenharia ou Medicina. Mas não aceitam muito bem homens estudando Pedagogia ou Letras, por exemplo”, explica Teresa.

O problema dos brinquedos começa no medo que os pais – na maioria das vezes, principalmente o pai – têm do filho crescer e se descobrir homossexual. Mas os brinquedos de uma criança não irão influenciar na sexualidade dela. E, embora racionalmente muitos pais entendam isso, poucos se sentem confortáveis ao ver o filho brincando de boneca, preferindo constrangê-los – ou mesmo proibi-los.

É proibido proibir

Segundo Birgit Mobus, psicopedagoga da Escola Suíço-Brasileira, em São Paulo, muitos pais acreditam que incentivar ou simplesmente deixar os filhos brincarem com brinquedos dirigidos ao sexo oposto é como influenciá-los a serem homossexuais no futuro. No máximo, acontece o contrário: a criança já tem uma tendência à homossexualidade – o que poderá fazer com que ela se identifique mais com o sexo oposto e, consequentemente, prefira os brinquedos e atividades direcionados a tal. Qualquer que seja o caso, proibir não é nada saudável.

“Não podemos ensinar que o que é prazeroso é proibido. Pode ser que uma menina seja boa em jogar futebol, se sobressai nesta habilidade, e a mãe vai puni-la por isso?”, questiona Birgit. Segundo ela, esse veto pode afetar a formação da identidade da criança. Maria Cristina Capobianco, psicóloga especialista em comportamento infantil e adolescente, explica que o importante não é o brinquedo que é utilizado, mas a relação que seu filho ou filha terá com ele. Por isso, os pais precisam estar preparados para conversar com as crianças sobre o tipo de brinquedo que elas pedem: é importante saber porque elas querem aquele brinquedo e o que será feito com ele.

“É importante que as crianças possam explorar todo tipo de brinquedos e se imaginar nas mais variadas situações possíveis”, afirma Maria Cristina. Segundo ela, a atividade lúdica permite criar, pensar e sentir também aquilo que é vivido pelos outros e, assim, trabalhar os sentimentos conflitantes que são naturais no desenvolvimento. “A criança, quando brinca, cria situações imaginárias em que se comporta como se estivesse agindo no mundo adulto. Desta forma, seu conhecimento sobre o mundo vai se ampliando”, completa.

Hoje vou de carrinho, amanhã de cozinha



publicidade





Para isso, os pais podem sim proporcionar um repertório amplo de brinquedos, independentemente do gênero ao qual eles são direcionados. É o que faz a psicóloga Larissa Carpintéro, de 33 anos. Mãe de Elis e João, ela conta que, quando a filha de seis anos era mais nova, costumava pedir que dessem a ela carrinhos e brinquedos que fogem do estereótipo feminino. “Eu queria que ela tivesse acesso a coisas diferente de bonecas, panelinhas e vassourinhas”. A iniciativa da mãe encontrava eco na menina: segundo Larissa, Elis vira e mexe se interessava por brinquedos designados aos meninos quando estava na escola ou quando ia visitar algum amiguinho.

O mesmo aconteceu com João, hoje com dois anos. Ele já se interessou pelo esmalte da irmã. E a mãe deixa que ele passe, sem problema algum: “Ele fica livre para brincar com o que tiver, seja de menino ou menina, e eu só vejo coisas positivas nisso”. Com João agora também brincando de boneca assim como brinca de carrinho, Larissa comenta ver na atividade uma maneira de ele exercitar um lado mais carinhoso e sensível, assim como Elis irá exercitar um lado mais objetivo ao se divertir com brinquedos tidos como masculinos.

Para Teresa, essa desmistificação dos brinquedos vai além. Com o passar dos anos, os papéis sociais do homem e da mulher apresentaram algumas mudanças. Atualmente, mulher também trabalha fora de casa e homem também ajuda nos afazeres domésticos. Como, então, proibir um menino de brincar de boneca se é algo que, no futuro, poderá colaborar para o sucesso dele com os próprios filhos? Vetar as possibilidades da criança crescer com diferentes brincadeiras é um péssimo começo para uma época em que se luta pela igualdade de gêneros em diversos países. “Você tem que educar para a igualdade, então precisa existir a possibilidade de conhecer outros lados”, acredita a psicopedagoga.

Enaltecendo as diferenças

A bibliotecária Ana Marchesini tem o exemplo desta mudança dentro de casa. Ela e o marido se ajudam na cozinha e nos cuidados com o filho Guilherme, entre outras atividades. Portanto, ela não vê problema se o menino, hoje com seis anos, brinca de carrinho com o pai e, ao mesmo tempo, brinca de cozinha com panelas e fogãozinho. Mas ainda há quem veja: “Nunca me incomodei com isso, mas um amigo de meu marido nos visitou uma vez e, quando viu a cozinha de brinquedo do meu filho, disse que menino não brinca com isso”.

Segundo ela, proibir o filho de brincar do que gosta é criar problema onde não tem. O que a incomoda, no entanto, é a maneira como os outros vão ver a criança. “De vez em quando ele também brinca de Barbie com a prima e, por ser Barbie, me incomoda um pouco. Mas mais pelo preconceito que ele pode sofrer do que por qualquer outra coisa”, explica a mãe. E com razão. Fora de casa, a criança pode sofrer preconceito não só de outros adultos, mas principalmente de crianças da mesma idade. Se um menino que tem entre 10 e 12 anos não gosta de futebol, ele pode acabar sendo zombado pelos colegas da escola.

Para Teresa, a melhor forma de diminuir o preconceito em relação aos brinquedos é apresentar aos filhos todos os tipos de atividades – independentemente do gênero ao qual elas são direcionadas. Oferecer opções, sejam elas rosas ou azuis, não é condenável – muito pelo contrário. “É preciso enaltecer as diferenças”, afirma. Informações do IG.

http://www.divicity.com/portal/index.php/mulher/4725-de-menino-de-menina.html



Davi amaaaaaaaa brincar de panelinha e fogão.... e o que isso influencia na sexualidade dele???????????
Ele ve o pai cozinhar, por que ele não pode ter um fogão??????

Não pode por que não existem fogões sem cores rosas, e florzinhas...Afffffffffffffffffff

Achei esses modelos na net, mas não tem preço, nem lugar onde comprar...que beleza heimmmm

O povinho preconceituoso.............

Quando comprei uma vassourinha pro Davi , o povo caiu em cima de mim....
Gente meu filho não é gay, por que sabe varrer uma casa, ou por q gosta de brincar de fazer comidinha para a mamae...

Pelo contrarioooooooooooooo, estou criando um menino, que quando for adulto saberá cuidar de uma casa e poder alimentar-se sem precisar de uma mulher.... sem falar que tem muitos homens que cozinham bem melhor q muitas mulheres né......

Meu marido cozinha, varre, e lava louça e nem por isso é gay..... e o exemplo que ele ta passando pro davi eu admiro muitoooooooooooooo..

Então...deixem as crianças brincar como que quererm.... isso não influencia na opção sexual dele ok??????

beijosssssssssssssssssssssssssssssssss

13 comentários:

Marina* disse...

Concordo plenamente, faça suas palavras as minhas.. beijos ;)

(Mamãe) ~Pinel disse...

Estou com você!
Já passou da hora desse preconceito todo acabar, afinal, meninas brincam de carrinho o tempo todo e nem por isso são chamadas de sapatão!


Amei os brinquedos não-rosa ou com florzinhas, e amei mais ainda o exemplo que o Davi tem, e ainda bem que você e o Maridex incentivam os gostos do Davi, isso é o que importa.
Meu irmãozinho tem 3 anos e AMA fazer bolo ou doces comigo... nada a ver achar que é gay por isso!

Estou com você nessa, com certeza!
Beijo!

Andréia disse...

Dani, quando EU era pequena(isso há 25 anos atrás) hehehhehe Era assim, eu n podia brincar de carrinho, meu Pai não deixava. Tudo bem, naquela época o pensamento era esse, mas atualmente, alguém ter essa 'cabecinha' é demais né? As coisas mudam, o tempo é outro, tudo evolui, e minha filha pode sim brincar de carrinho! ;D


Beijos Dani!

Minha Filha Minha Vida disse...

APOIADA AMIGA !!!!!

Alethéa disse...

Concordo plenamente com vc!

Abraços.

Jackie disse...

Nossa adorei o post ... e sinceramente acho que muitos homens são machistas por que são criados assim , com essa coisa de isso é de mulher... e peraíiii eles são criados por mulheres e cabem a nos ( e aos pais) incentivar a mudança de comportamento... Meu marido é mais dona de casa do que eu, e agradeço muito a minha sogra por essa criação, afinal trabalhar fora, ter filho e cuidar de casa sozinha não dá.... então acho sim que desde pequeno eles tem que fazer de tudo que gostam, assim quando forem maiores vão saber o que escolher, até mesmo como profissão...... O davi ainda não escolhe brinquedos, mas tbm não probido nada que não vá machuca-lo, essa é a minha punica restrição....

Cida Kuntze - compartilhandobencao.blogspot.com disse...

Dani, ótimo post querida.
Minha filha sempre gostou de brincar de carrinhos, inclusive o meu marido deu a coleção dele pra ela...rsrsrs. E de futebol, ela gosta de assistir com o pai.
Aqui em casa a gente nunca teve problemas com isso.
Beijinhos querida.

Vanessa Dias disse...

Concordo Dani, temos q dar liberdade a eles. Pedro brinca com bonecas quando está no meio de meninas e carrinho quando está no meio de meninos, nunca tive essa neurose e espero nunca ter.

Bjsssssssss

Ana Paula disse...

OI Dani!
Isso me fez lembrar de ma cena que vi aqui. Fui na casa de uma amiga (francesa) e o filhO estava brncando com um fogãozinho e panelas. Ué... Porque sera que os chefs de cozinha mais renomados do mundo estão na FR? Desencana!!! Vc esta criando um menino educado, que sabera ser prestativo e cavalheiro! AInda mais que na idade do Davi (e da Bea tb) eles adoram ajudar, tem mais é aue incentivar isso!!
Beijos e, ah, recebeu meu e-mail?

Adriana Alencar disse...

Meu sobrinho tem cozinha, microondas e até seviço de chá, mas adora carrinhos e trens. Acho que deixá-los brincar com coisas do dia-a-dia não significa incentivar precocemente alguma orientação sexual mas apenas fazê-los conhecer mais do mundo.
Bj
Adri

Aninha, a mamãe do viajante disse...

Também acho de um preconceito e ignorancia enorme as pessoas que rotulam crianças pelos seus gostos por certos brinquedos.

Meu menino tem um carrinho de limpeza, adora, e ai de quem vier falar algo.
Como sou estressada e todos sabem, nem ousam!

A cozinha da primeira foto é o brinquedo que irei comprar assim que voltamos para casa, funciona a pilha e faz barulhos, como ele adora uma cozinha tenho certeza de que irá amar.

Meu marido faz tudo em casa, tudinho, e o filho olha e quer imitar. Eu acho muito bom!

Beijocas minha querida :)

Irma Andréia disse...

Isso é bemmmm verdade Dani!!!
Por que antigamente meninos nao brincavam de boneca/ nem bonecos rs.. que muitos pais das gerações anteriores mal pegavam seus filhos pequenos - trocar fralda então, nem pensar...
E as mulheres feitas p casa, tanque e fogão rs...
Se bem que vamos evitar radicalizar, melhor maneira é dar os exemplos em casa mesmo...

Anônimo disse...

Carrinhos e bonecas!! Aff.. Pensa comigo: um dia meninos serão pais e meninas terão carros!! Isso não afeta a masculinidade e nem a feminilidade das crianças.

 
Design by Layout para Blog